Verdades acerca da Oração

“Senhor, nos ensine a orar…” (Lc. 11:1 NTLH). Em resposta a esse pedido de um de seus discípulos, o Senhor Jesus nos deixou a oração modelo, provavelmente a mais conhecida de todos os tempos. Vejamos: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’. (Mt. 6:9-13 NVI) Essa breve e simples oração, se não apenas repetida de forma automática, pode nos ensinar poderosas verdades bíblicas. Primeiramente, precisamos ter em mente que a oração não é para informarmos a Deus, mas sim nos informarmos com Ele, por meio do diálogo com o Pai. A verdadeira oração tem sentido, ela nos move ao sobrenatural e deve ser feita no secreto, como demonstração de intimidade com o Pai. Mas a oração também deve ser feita abertamente nas reuniões da igreja, antes de uma gostosa refeição em família, numa oportunidade no trabalho… tudo isso para glorificar a Deus. Em segundo lugar, precisamos ter a consciência de que a oração não é medida pelo muito falar, pela grande quantidade de tempo ou por repetições. Mas ela é eficaz quando feita por um coração sincero, íntimo e disposto. A oração gera perseverança, nos levando a clamar várias vezes pelos mesmos assuntos por um período de tempo, até que se complete o que o Senhor quer fazer em nós ou através de nós em determinada situação. Por último, é importante entendermos que a oração é a ferramenta que podemos utilizar para buscar a Deus em todo tempo. Ela parte de um coração que está satisfeito por saber que Deus já sabe o que precisamos antes mesmo de pedirmos algo a Ele, e gera em nós um senso de total dependência do Senhor. A oração não é para mover Deus, que sempre está pronto a dar o que é necessário, mas para nos fazer experimentar o que já foi liberado sobre nós por seu grande amor de Pai! Analisando detidamente o modelo de oração que Jesus nos deixou, verificamos que ela é composta por três partes: o prefácio (aponta quem é Deus, o destinatário da nossa oração); as petições (apresentação de nossas necessidades); e a doxologia (conclusão e indicação da finalidade da oração, que é glorificar a Deus). Assim, para finalizar, vejamos toda a riqueza e profundidade que Jesus nos revelou por meio de uma oração simples e objetiva, mas que pode tanto nos ensinar! Jesus começa dizendo “Pai nosso…”. O que isso significa? – Que Deus é nosso Criador, Autor do nosso ser, aquele que nos fez; – Que por ser Pai, Deus está sempre disposto a nos abençoar; – Que Deus quer ser o Pai de todos, porque por meio de Jesus todo que crê se torna filho. Este é um maravilhoso motivo para orarmos. Se ele é Pai, Ele quer nos abençoar! Depois o Senhor Jesus afirma “que estás nos céus…”. O que isso nos ensina? – Que o Senhor governa sobre tudo, supervisionando e dispondo todas as coisas; – Que o céu é seu trono, mas Deus não está somente ali. Ele preenche toda extensão do céu e da terra. Céu e terra são repletos da sua glória; – Que o Senhor é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, Deus único e bendito; – Que Deus é forte e rodeado de poder, capaz de fazer tudo o que lhe agrada; – Que Ele é o onipotente, tudo o que quer pode realizar; – Que estamos continuamente na presença imediata de Deus, o Senhor e Rei; Por esse motivo sempre devemos servir a Deus com toda alegria. Devemos prestar-lhe toda reverência, pensando, falando e agindo continuamente sob seu olhos. Logo após Jesus menciona “santificado seja o Teu nome…”. Essa é a primeira das petições que compõem a oração. Aqui inclui tudo o que Deus é: sua natureza, o alfa e ômega, a eternidade e muito mais. E por que é importante orarmos dessa forma? – Para que Deus seja conhecido; – Para que todos os inteligentes o conheçam como Ele é; – Para que todas as criaturas, capazes de conhecê-lo, possam lhe dar a devida honra, temor e amor; – Para que isso seja feito acima, no céu, assim como embaixo, na terra; – Para que tanto homens como anjos o reconheçam como Ele é: Senhor e Rei. Deus nos fez capazes de conhecê-lo e amá-lo por toda eternidade, para isso oramos. Jesus continua dizendo “venha o teu reino…”. Esta petição está relacionada com a anterior. Para que o nome de Deus seja santificado, é preciso que seja estabelecido o seu Reino na terra. De que forma? – O Reino de Deus é estabelecido por meio daqueles que se arrependem, crendo no Evangelho; – Quando o Reino da graça prevalece sobre os reinos da terra; – Quando clamamos ansiando pela manifestação do seu Reino eterno por meio da volta de Jesus, visando a plenitude do seu Reino na terra. Essa oração deve ser feita por toda humanidade, para que o recebendo como Rei e crendo de fato em seu Nome, toda a terra possa ser cheia de justiça, paz, alegria e santidade. Então Jesus pede “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu…”. Essa é a consequência necessária e imediata em todos os lugares aonde chega o Reino de Deus. A quem se estende esse pedido? – A todos os habitantes da terra, toda humanidade, para que possam começar a realizar a vontade de Deus que está no céu, com a mesma disposição que os santos anjos o fazem; – A todos os filhos de Deus, para que possam cumprir sua vontade continuamente, sem nenhuma interrupção desse serviço voluntário. E quais resultados esperamos alcançar por meio desse pedido? – Que a vontade de Deus seja cumprida perfeitamente; – Que por sua graça Deus realize tudo o que lhe é agradável; – Que toda humanidade se comporte de uma maneira que agrade a Deus; – Que a vontade de Deus seja feita de maneira plena. Concluímos que as três primeiras petições feitas por Jesus na oração modelo envolvem toda a humanidade. – Sermão ministrado por João Marcos Mantello Torres, 16/01/2022 em Araçatuba/SP.

Continua…

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