Não Tenha Medo de Deus, Ele Não Morde

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As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim.

Lamentações 3:22

Deus é incomparavelmente misericordioso! Conhecemos, no Velho Testamento, o Deus justo, que castiga se necessário e faz milagres fascinantes pelo seu povo. Lembra-se do mar aberto? Da chuva de maná? Do fim de Sodoma e Gomorra? Esta é a face de Deus que assusta a muitos, no entanto, é nela que enxergamos o infinito poder do Senhor.

Este poder inigualável e assustador não pode causar em nós um bloqueio em relação à aproximação do Senhor. A ira de Deus não está mais sobre nós, os justos, porque Jesus Cristo tomou sobre si todas as dores que nós, os pecadores, merecíamos. Sendo assim, qualquer medo deve ser substituído pelo sentimento contrário, a segurança.

Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.

Romanos 8:1

Segurança porque Aquele que luta por nós é poderoso!

Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Romanos 8:31

Perceba como Satanás vem inserindo sentimentos confusos no coração dos cristãos desta era. Onde deveríamos sentir segurança sentimos medo. O resultado disto: não absorvemos o amor do Pai, pois o coração do homem está cheio de medo.

No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.

1 João 4:18

E quando temos medo, na realidade, não estamos crendo na misericórdia do Senhor. Automaticamente o medo anula esta característica tão linda do Pai. Sim, sei que o Senhor é justo e, se Ele quiser, pode castigar a qualquer pessoa. Porém, não sobraram mais castigos para os salvos. Jesus bebeu o cálice de sofrimento… todos os castigos caíram sobre Ele.

Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados.

1 Pedro 2:24

Então porque Deus permite o sofrimento na vida dos justos? Meus irmãos, entendam, o sofrimento traz o crescimento. É somente por este motivo que o Senhor permite as dores. Não há maldade no coração do Pai. Cada situação que um filho de Deus vivencia tem como propósito a sua evolução. Cada fase é um passo rumo à semelhança de Cristo.

Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança.

E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.

Tiago 1:2-4

A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até à plena claridade do dia.

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Provérbios 4:18

Temos até aqui uma conclusão: a ira de Deus não está sobre seus próprios filhos, portanto, qualquer situação em vida é permitida pelo Pai com base em seu amor verdadeiro. Você quer uma prova de como a misericórdia do Senhor é grande? Voltemos ao primeiro caso de desobediência da raça humana. Refiro-me ao famigerado caso de Adão e Eva.

Deus foi bem claro quanto à Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.

E o Senhor Deus ordenou ao homem: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá”.

Gênesis 2:16,17

O próprio Deus, puro, santo e verdadeiro, alertou sobre a consequência devastadora desta desobediência. “Certamente morrerá.” Uma ordem simples e claríssima. Mesmo assim, Adão abocanhou o fruto proibido, chamando assim (direta ou indiretamente, não sei definir) Deus de mentiroso, de não confiável.

Que ofensa terrível o homem cometeu contra o Criador! Adão e Eva realmente acreditaram que Deus era, de certa forma, egoísta. Creram que havia um poder mágico naquele fruto e Deus queria esconder da própria criatura um poder misterioso. Deus, naquele instante, foi ofendido pela própria criação que, com aquela mordida, dizia: o Senhor mentiu, escondeu o seu poder, não é confiável, não é tão amoroso quanto demonstra, é egoísta… e eu, o homem, posso ser como o Senhor!

E como Deus respondeu a esta terrível ofensa? Com misericórdia. Provavelmente eu, no lugar do Senhor, teria consumido Adão e Eva sem dó nem piedade! No momento em que os lindos dentes de Eva tocassem o fruto, uma bela explosão ocorreria ali mesmo. Ou, talvez, eu ficasse esperando a reação de Adão diante de tudo aquilo. Quando Adão comesse o fruto, seriam então duas explosões. Eu faria tudo do zero novamente.

Mas com Deus não foi assim que as coisas aconteceram. Ele, sendo perfeitamente justo, decretou a sentença do homem, da mulher e da serpente¹ e os expulsou do jardim, mas os manteve vivos. Não somente os manteve com vida, como também entregou posteriormente a vida do único filho por amor a esta criação inútil.

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

João 3:16

Se isso não é misericórdia, então eu não sei o que ela é. E este é somente a ponta do iceberg, meu amigo, minha amiga. Durante os próximos anos a raça humana insistirá em afrontar a Deus de todas as formas possíveis. Todavia estas afrontas não foram o suficiente para Deus dizimar a humanidade. O Senhor castigou a humanidade com o dilúvio, mas ainda assim não havia excluído homem. Ele preferiu manter eu, você e todos os seus filhos com vida.

Esta misericórdia deve ser motivo de alegria para todas as criaturas! E esta mesma alegria deve nos impulsionar a viver uma vida de liberdade e intimidade com o Pai. Se Deus odiasse você, tenha a certeza de que não estaria vivo(a) agora. Se o Senhor não amasse seus filhos humanos, o Jardim do Éden estaria sendo habitado por outra criatura neste momento.

Quero ressaltar que Deus merece toda reverência e respeito possíveis. Lembro-lhe também que medo e temor são coisas diferentes. Eu sinto medo de aranhas e temo a minha esposa. Acredito que a aranha possa me atacar sorrateiramente, ao contrário do que penso sobre minha esposa. Não creio que minha esposa me atacará de madrugada (glória a Deus por isso!), no entanto, tenho o temor suficiente para não magoá-la. Por este motivo, procuro sempre escolher as palavras que usarei diante dela. Melhor dizendo: tenho medo da aranha e tenho cuidado com minha esposa.

Podemos classificar o temor como um respeito verdadeiro, um reconhecimento da grandeza imensurável de Deus. Como consequência deste temor, não trataremos a presença do Pai com desdém. Veremos o Pai com olhos de amor e respeito, mas não de medo. Não há espaço para medo quando sabemos que o Papai celestial ama os seus filhos de maneira incondicional, atemporal e pura.

Este amor misericordioso é imenso. Tão grande este amor é que um dia, e não demorará muito, Jesus retornará para buscar os seus. Neste novo mundo onde Jesus reinará plena e eternamente, não haverá choro, dor ou qualquer tipo de sensação desagradável.

Pergunte a si mesmo(a): como um Deus assim, cheio de amor e pronto para perdoar, será capaz de recusar um momento de intimidade? É Ele mesmo quem pede esta intimidade livre.

Portanto, não tenha medo de Deus, Ele não morde!

Trechos do livro: O Deus Que Não Morde

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