Se a persuasão fosse uma joia, com toda a certeza ela seria uma das mais caras. Sabe aquela sensação de que algumas pessoas nasceram com o dom natural de convencer qualquer um, enquanto nós parecemos ficar para trás? A boa notícia é que isso não é verdade absoluta. Ser persuasivo é quase o mesmo que ter sucesso em várias áreas da vida, e a boa notícia é que podemos treinar essa habilidade incansavelmente.
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O ato de persuadir é, em suma, o ato de convencer. Pense naqueles dias em que você precisa convencer seu chefe a aprovar um novo projeto, ou quando tenta explicar para o seu filho por que ele precisa comer vegetais. Conhece alguém que consegue tudo o que quer através de um bom papo? Essa pessoa pode ser classificada como persuasiva. Obviamente, alguns usam essa incrível habilidade para o bem, enquanto outros infelizmente escolhem o caminho opuesto. Deixo claro que elaborei esta reflexão para auxiliar pessoas que querem ter melhor qualidade de vida, alcançando certos objetivos de forma honesta. Não quero levá-lo a ser um manipulador, longe disso! Meu interesse genuíno é ajudar aqueles que são inseguros ou confusos em sua forma de expressão e, como consequência, não conseguem vender suas ideias, passar em uma entrevista de emprego ou transmitir uma verdade com clareza.
Não há grandes complexidades quando o assunto é persuasão. Não se trata de mágica ou truques desonestos. Convencer alguém sobre algo depende exclusivamente de como você se apresenta aos sentidos daquele que lhe vê, escuta e sente. Posso dizer que a persuasão está íntima e diretamente ligada aos estímulos e a como estes são interpretados pelo cérebro alheio. No entanto, é preciso manter os pés no chão. Aprender a persuadir não significa que todas as portas serão abertas magicamente e ninguém mais escapará das suas garras do convencimento. Não é bem assim que as coisas funcionam na vida real. A eficácia de um argumento dependerá também do histórico de vida do indivíduo-alvo. Por mais fascinante que você seja na hora de convencer, possivelmente fracassará ao tentar vender um peixe para um vegetariano.
O sujeito persuasivo é habilidoso não somente com o uso das palavras, roupas ou dos gestos. Ele sabe ler as pessoas. Qualquer informação adquirida ao observar o outro se transforma em uma vantagem preciosa. Supondo que seu cliente aparente gostar de coisas simples e tradicionais, seria um grande pecado oferecer a ele o apartamento mais elegante e futurista do bairro. Simplesmente não faz sentido. Perceba que a persuasão é um conjunto harmonioso de habilidades: ser eloquente, observador, calmo e estrategista. Pode parecer um monstro de sete cabeças no início, mas garanto que não é. Exige prática constante, é claro, mas é perfeitamente alcançável por qualquer pessoa que realmente a queira desenvolver.
Como ponto de partida desta nossa jornada rumo ao autoconhecimento e à comunicação eficaz, sugiro que você procure manter saudável sua vida social. As técnicas que discutimos precisam ser treinadas no dia a dia. Sendo assim, você precisará das pessoas ao seu redor para colocar em prática este conteúdo. Reafirmo com todas as letras: não falo sobre manipulação. Se manipular o próximo for a sua real intenção, peço de coração que reveja seus conceitos morais e procure outra abordagem. Aqui, o foco é o crescimento mútuo e a clareza na expressão.
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Para aprimorar ainda mais essa jornada de desenvolvimento pessoal e comunicação estratégica, convido você a conhecer o livro Um Poder Chamado Persuasão: Estratégias, dicas e explicações, uma leitura essencial para transformar sua maneira de se expressar e influenciar positivamente.
Vamos dar um passo além na nossa comunicação? Verbalizar é o ato de se expressar através do uso das palavras, e seria muito injusto de minha parte deixar este importante tópico de lado. Refiro-me à firme verbalização, ou seja, à firmeza real na fala. Entenda de uma vez por todas que isso nada tem a ver com agressividade — afinal, a agressividade apenas gera mais medo ou retaliação. Ações motivadas pelo medo são completamente diferentes daquelas motivadas pelo desejo genuíno de mudança.
Essa firmeza da qual falo está intimamente relacionada à eloquência ou, para ser mais preciso, a uma verbalização limpa, sem interrupções constrangedoras ou confusões mentais, como gagueiras repentinas, alteração constante no volume da voz, tremulações e similares. Seria o equivalente a falar com convicção verdadeira. Geralmente, as pessoas analisam inconscientemente umas às outras e percebem esses pequenos detalhes e defeitos durante a comunicação verbal cotidiana.
A habilidade de conseguir falar com aparente convicção é uma tarefa árdua, pois a fala está diretamente influenciada pelo estado de espírito do locutor naquele exato momento. Pessoas ansiosas, com baixa autoestima, inseguras e medrosas, por exemplo, tendem a expressar-se verbalmente com sutis tremulações na voz ou rápidas gagueiras. Para uma boa persuasão, essas características devem ser eliminadas ou atenuadas da nossa comunicação diária. A firme verbalização consiste em manter a voz sem alterações bruscas no volume, sem tremulações, sem gagueiras, fazendo pausas calculadas entre as palavras, demonstrando mansidão no falar e adotando uma velocidade moderada.
Essa velocidade moderada é de extrema importância prática, pois precisamos pensar calmamente antes e durante a fala. O tempo necessário para pensar antes de dizer algo é essencial para que gagueiras e discrepâncias sejam evitadas com elegância. Quando sabemos exatamente o que dizer antes de abrir a boca, não precisamos construir argumentos confusos no meio do diálogo. Agindo assim, evitamos um maior gasto de energia mental, deixando nosso raciocínio muito mais leve e fluido para conquistar a atenção e a confiança de quem nos ouve.
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Sobre Danilo H. Gomes
Com mais de 1 milhão de e-books baixados no Brasil e no mundo, Danilo H. Gomes, autor best-seller conhecido por sua forma de escrever simples, profunda e cativante, vem rompendo barreiras no mundo literário, alcançando desde os leigos até os especialistas. Seu amor pelo desenvolvimento humano, em conjunto com seu conhecimento filosófico reflexivo e sua paixão pela psicologia, geraram mais de 70 publicações relacionadas aos mais variados temas. Danilo H. Gomes é marido de Débora e pai de Sarah.







