Como Domar o Trem Desgovernado das Emoções: Minha Jornada de Superação Pessoal

Sabe aquela sensação sufocante de que a sua mente virou um trem desgovernado? Se você chegou até aqui, provavelmente há lutas interiores ofuscando a sua paz hoje. Acertei? Fique totalmente tranquilo, pois não quero nenhum dado seu ou algo do tipo; minha intenção pura e simples é mostrar a você o quanto eu — este que está sentado na frente de um notebook escrevendo estas linhas — já sofri e ainda sofro nas mãos das próprias emoções.

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No passado, eu era uma pessoa extremamente complicada. Não que os meus defeitos tenham sumido por completo hoje, mas o meu caso era verdadeiramente complexo. As minhas emoções apareciam a todo vapor e atropelavam quem estivesse no caminho. Três grandes sentimentos me assolavam com uma frequência assustadora: a raiva, a tristeza e o medo. Lembro-me perfeitamente de ficar irado com coisas absolutamente banais, como, por exemplo, não encontrar um simples objeto em cima da mesa. Talvez você pense que a ira surgia dentro de um contexto desesperador, todavia nunca foi assim que aconteceu.

A gigantesca maioria das situações em que eu explodia emocionalmente era completamente desproporcional à realidade. Quando eu ficava triste, os meus pensamentos se tornavam exagerados e sombrios. Quando sentia medo, esse pavor era totalmente irracional. E quando a ira tomava conta, acabava machucando muitas das pessoas que estavam ao meu redor. Se você também é ou já foi assim, eu não preciso dar muitos detalhes para que você entenda o tamanho desse peso. No entanto, vale a pena refletirmos juntos: as emoções, além de serem sentidas na carne, precisam ser analisadas à luz da nossa caminhada diária com Deus.

Para mim, a ira funcionava como uma verdadeira explosão dentro do peito. O corpo inteiro respondia àquela raiva descontrolada de modo que as mãos tremiam e o coração disparava sem parar. Enquanto a ira se manifestava com força total, a paciência simplesmente se esvaía. Eu não suportava aguardar por uma solução simples durante ao menos alguns minutos. Eram tempos difíceis. A verdade é que, até hoje, eu tenho certa dificuldade com a raiva e preciso me controlar diligentemente. Quem conhece a minha personalidade atual talvez nem acredite que um dia fui assim. É um exercício diário de rendição profunda e busca constante pelo domínio próprio que o Espírito Santo generosamente nos concede.

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