A Ilusão do Novo e o Cuidado com o Jardim Interior

Você já parou para pensar em quanta energia gasta diariamente correndo atrás de novidades? Nos preocupamos demasiadamente com o amanhã. O grande combustível da ansiedade é justamente essa escuridão do futuro. Sabe de uma coisa interessante? Ninguém fica ansioso pelo tempo presente; no agora, o que costuma nos visitar é o medo, e não a incerteza do que ainda não aconteceu. Quando ponderamos a respeito desta diferença, percebemos a quantidade de energia que desperdiçamos por nada.

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Homem refletindo sobre a ansiedade e o cuidado com a vida

Com o passar do tempo, o ser humano que antes descansava diante da capacidade criativa de Deus passou a se esforçar absurdamente para criar com os próprios braços. Inesperadamente, em diversas ocasiões da vida, damos por nos pegar nessa luta exaustiva pelo novo. Uma luta completamente inútil.

Vejamos novamente a narrativa do Jardim do Éden. Em nenhum momento Deus ordenou a Adão que criasse novos elementos do zero. A função primordial dele era simples e clara: cuidar. Sua obrigação era obedecer, e seu maior prazer consistia em desfrutar de comunhão íntima com o Criador. Imagine se Adão passasse horas e horas tentando inventar novas coisas enquanto o jardim ao seu redor se deteriorava por falta de atenção? Infelizmente, vemos essa mesma analogia tornar-se real no nosso cotidiano.

O cristão de hoje muitas vezes se deixa levar por esse medo inútil. Refiro-me àquele temor constante de não conseguir o novo. Gastamos tempo e saúde de maneira exagerada para conquistar aquela bolsa na faculdade, aquela promoção cobiçada no emprego ou aquela aprovação amorosa, enquanto ao mesmo tempo dobramos os joelhos pedindo que Deus provenha essas mesmas necessidades. Ora, como você pede algo a alguém sendo que você mesmo decide fazer tudo com as próprias forças?

É exatamente essa complexidade que desejo trazer ao seu coração hoje. Pedimos tanto para que Deus abra novos caminhos em nossa jornada, mas nos desesperamos porque não conseguimos abrir essas trilhas sozinhos em meio ao caos. Enquanto isso, o nosso jardim interior jaz abandonado, seco e sem frutos.

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