Por que quando alguém está se afogando, não é hora de dar lição?

Há momentos na vida em que as palavras se tornam pequenas. Quando alguém está afundando em tristeza, medo ou desespero, não precisa de lições. Precisa de socorro. É sobre isso que falaremos hoje.


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O instinto de corrigir

Muitos de nós temos a tendência de oferecer conselhos imediatos diante da dor alheia. Fazemos isso com boas intenções, acreditando que a orientação pode aliviar. Mas, no auge da crise, até o melhor conselho soa como peso.

É como tentar ensinar técnicas de natação para quem está se afogando. O que essa pessoa precisa é respirar.

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Existe tempo de instruir e tempo de apenas segurar a mão. Na dor aguda, acolhimento é mais eficaz que correção. Primeiro, a vida precisa ser preservada. Só depois vem o aprendizado.

Empatia é socorro silencioso

Quando alguém está no fundo do poço, o abraço vale mais do que mil palavras. Uma escuta atenta pode acalmar mais do que qualquer sermão.

Empatia é estar presente, não necessariamente explicar. É oferecer ombro, água, silêncio. É ajudar a pessoa a encontrar chão novamente.

Não significa que nunca devemos orientar. Significa apenas que há ordem nos processos. Primeiro o resgate, depois a reflexão.

É como a criança que cai e rala o joelho. O primeiro gesto é limpar a ferida e acalmar o choro. Só depois explicamos que ela deve ter cuidado ao correr.

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Como agir diante da dor alheia

  1. Ouça mais, fale menos. Permita que a pessoa despeje o coração.
  2. Ofereça ajuda prática. Às vezes, um copo d’água ou companhia já é suficiente.
  3. Ore junto, se ela permitir. A oração nos direciona para quem pode dar o perfeito consolo.
  4. Deixe o ensino para depois. Quando o coração estiver mais calmo, as palavras encontrarão terreno fértil.

Quando alguém está se afogando, não é hora de ensinar a nadar. É hora de estender a mão. O aprendizado virá, mas primeiro é preciso sobreviver à tempestade.

Que aprendamos a ser esse socorro, não com discursos prontos, mas com gestos simples que devolvem a esperança.


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Sobre o Autor

Com mais de 1 milhão de e-books baixados no Brasil e no mundo, Danilo H. Gomes, autor best-seller conhecido por sua forma de escrever simples, profunda e cativante, vem rompendo barreiras no mundo literário, alcançando desde os leigos até os especialistas. Seu amor pelo desenvolvimento humano, em conjunto com seu conhecimento filosófico reflexivo e sua paixão pela psicologia, geraram mais de 70 publicações relacionadas aos mais variados temas. Danilo H. Gomes é marido de Débora e pai de Sarah.

2 comentários em “Por que quando alguém está se afogando, não é hora de dar lição?”

  1. Graça e Paz Danilo, Deus abençoe ricamente pelos estudos e postagens que tanto edifica minha vida e de outras pessoas que reenvio!!!

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