Por que a solidão adoece e a união cura a sua alma

Sabe aquela vontade repentina de sumir, fechar a porta do quarto e não falar com mais ninguém? Quando a tristeza aperta o peito e as decepções se acumulam, a tentação de se isolar surge com força total. Afastar-se do mundo parece, à primeira vista, um escudo protetor contra novas feridas emocionais. No entanto, ceder a esse impulso é, aos poucos, assinar a própria sentença de desgaste mental e espiritual.

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Assim como todos os seres vivos, os seres humanos também vivem de forma mais saudável quando vivem em união. É questão de saúde mental. A nossa mente e o nosso espírito foram moldados pelo Criador para a comunhão. Quando tentamos caminhar inteiramente sozinhos, rompemos com um princípio vital da nossa própria existência.

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É verdade que lidar com as imperfeições alheias exige paciência. Com toda certeza, conviver machuca às vezes. Mas pense bem: eu, você, todos nós, somos humanos. Carregamos falhas, manias e limitações das mais variadas formas. Estamos todos no mesmo barco, navegando pelas águas turbulentas da vida cotidiana.

Ou aprendemos a suportar os incontáveis defeitos presentes na humanidade — enquanto aceitamos os nossos próprios erros —, ou pagamos o preço amargo de uma caminhada solitária. E cá entre nós, a história nos mostra que essa última opção quase nunca acaba bem. A solidão crônica adoece a alma, enfraquece a fé e rouba a nossa alegria de viver.

Agora, vale um lembrete importante: você não precisa se obrigar a frequentar festas barulhentas ou lugares cheios todo final de semana, especialmente se você for uma pessoa mais introvertida. A conexão humana pode ser simples e aconchegante. Uma caminhada tranquila com um amigo querido, uma visita demorada aos avós ou um passeio sossegado na praça trazem um bem imenso. Tudo isso é benéfico, desde que envolva a presença de outros seres humanos.

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